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Trabalhadores rurais são resgatados em condição semelhante à de escravos
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Três trabalhadores rurais foram resgatados de condições degradantes na fazenda Morrinhos, em Serrinha, durante operação do Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) e outros órgãos. O local, de propriedade de Geraldo de Aragão Bulcão, 98 anos, não oferecia condições dignas de trabalho, com alojamentos precários, ausência de sanitário e água tratada.
Dois trabalhadores aplicavam agrotóxicos sem proteção no momento do resgate, enquanto outro cuidava dos animais. A cozinha funcionava em uma baia ao lado do chiqueiro de porcos, com forte mau cheiro. O empregador não compareceu à audiência agendada na Gerência Regional do Trabalho de Feira de Santana.
De acordo com o MPT, nenhum deles tinha contrato de trabalho registrado. Eles recebiam entre R$ 300 e R$ 500 por semana, cumpriam as tarefas de domingo a domingo, “em jornadas que iam do amanhecer ao pôr do sol sem direito a descanso semanal”. O vaqueiro que trabalhava na fazenda desde janeiro de 2020 contou que só teve um dia de folga durante todo esse período, assim como os dois recém-contratados, que atuavam com aplicação de veneno nas pastagens e serviços gerais.
Ainda segundo o MPT, as vítimas tiveram as atividades suspensas imediatamente e aguardam o pagamento das verbas rescisórias. Um dos homens já retornou para casa, também em Serrinha, enquanto os outros dois esperam a quitação do débito por parte do empregador para voltar ao município de Araçás. Eles vão receber seis parcelas do seguro-desemprego especial e verbas rescisórias.
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