ESPECIAIS
Família morta: peritos têm opiniões diferentes sobre versão da polícia após analisar fotos de cena do crime

Quatro especialistas analisaram as fotos da sala da casa da família Pesseghini, onde pai, mãe e o filho de 13 anos foram encontrados mortos.
A Polícia Civil diz que após a matar o pai e a mãe, naquele cômodo, o adolescente Marcelo Pesseghini foi até outra casa no mesmo terreno e baleou, também na cabeça, a avó e a tia-avó. Em seguida, ele saiu com o carro da família, dormiu no veículo, próximo à escola, foi à aula, pegou carona com um amigo, voltou para casa e se suicidou ao lado dos pais.
O perito alagoano George Sanguinetti usou as fotos para montar em seu escritório uma cena parecida com a do crime. Um boneco representa o adolescente. Após a análise, Sanguinetti rejeita a hipótese de que Marcelo tenha se matado.
— Se ele fosse autor do tiro, do disparo, o braço direito e a mão direita não virariam para a esquerda, permaneceria para a direita sobre o corpo, até pelo impacto.
Já o perito Eduardo Zocchi acredita na possibilidade apresentada pela polícia. Para ele, o disparo de uma pistola .40 tem poder suficiente para fazer um menino mudar de posição.
— A cabeça dele pode ter sido, com tiro a queima roupa, ela pode ter sido lançada violentamente para um lado e causou um rodopio, um torque no corpo dele que fez ele rodar e cair numa posição esquisita.
O especialista Mauro Ricart admite que há elementos difíceis de compreender, mas afasta a possibilidade de uma cena de crime montada.
— Não vejo movimentação, não vejo contaminação de sangue em volta. As vítimas foram atingidas realmente ali.
Para o professor Alberi Spindula, autor de livros sobre perícia criminal, o corpo de Andreia Pesseghini indica que ela estava acordada quando foi baleada.
Não dá impressão de que houve reação, ela certamente estava ali presenciando a morte. […] Ela foi alvejada no momento em que já estava vendo que o marido estava morto.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login