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‘Ele é pai de família, desempregado. É doloroso’, diz mãe de ‘homem-bomba’ da Unijorge

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'Ele é pai de família, desempregado. É doloroso', diz mãe de 'homem-bomba' da Unijorge

O nome de Frank Oliveira da Costa, 36 anos, foi associado a muita coisa, nos últimos dois dias: “homem-bomba”, terrorista, louco.

Até de “Gengiman” (algo como ‘homem-gengibre’, em alusão às balas que carregava) foi chamado, nos memes na internet, pelos que têm um senso de humor politicamente incorreto ou moralmente questionável.

'Ele é pai de família, desempregado. É doloroso', diz mãe de 'homem-bomba' da Unijorge

Nenhuma das alcunhas, na verdade, dava alguma noção de quem realmente era Frank, o homem que entrou na prova do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Salvador, no campus da Unijorge, anteontem, dizendo portar uma bomba.

Não há motivo para riso. Frank tenta ser advogado há anos – concluiu o curso de Direito, na mesma Unijorge, em 2006. Mas a tal carteira nunca veio. Fez a prova para conseguir o registro 14 vezes, segundo a OAB. Durante a negociação para se render, contudo, Frank disse ter participado do exame em 18 oportunidades. Por isso, não conseguia emprego.

Para a própria mãe, que mora em Natal (RN) e falou com o CORREIO por telefone, o bacharel em Direito deveria ter sido levado para um hospital, depois de sair do prédio da faculdade. “Ele é um pai de família, desempregado. Passou no concurso para trabalhar em Brasília, em 10º lugar, e perdeu de trabalhar por causa dessa OAB. Em vez de levarem ele pro médico, liberaram”, criticou a mulher, identificada apenas como Silene, antes de dizer que tinha condições de falar sobre o assunto e que ainda decidiria se viria de Natal para resolver a situação. “É doloroso”, desabafou.

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